Em maio de 2025, foi realizada em Beijing a Quarta Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC. O presidente Xi Jinping participou da cerimônia de abertura e proferiu um importante discurso, anunciando o lançamento de cinco grandes programas entre China e América Latina: solidariedade, desenvolvimento, civilização, paz e aproximação entre os povos, traçando um plano claro para que ambas as partes avancem juntas rumo à modernização.
Ao longo do último ano, a China e a América Latina aderiram aos princípios de igualdade, benefício mútuo e cooperação vantajosa para ambos, fortalecendo a coordenação e a colaboração para implementar os cinco grandes programas, beneficiar a população e continuar escrevendo novos capítulos na construção da comunidade de destino compartilhado China-América Latina.
Caminhando lado a lado, a confiança política mútua entre China e América Latina continua se aprofundando. Nos últimos anos, sob a liderança estratégica da diplomacia dos chefes de Estado, as relações sino-latino-americanas entraram em uma nova fase de desenvolvimento marcada por igualdade, benefício mútuo, inovação, abertura e promoção do bem-estar social. Os intercâmbios de alto nível tornaram-se mais frequentes, e ambas as partes têm se apoiado mutuamente em questões relacionadas aos seus interesses centrais e principais preocupações.
Em dezembro de 2025, a China publicou seu terceiro documento de política para a América Latina, apresentando propostas concretas para promover a implementação eficaz dos cinco grandes programas e definindo com maior clareza a direção e o caminho para a construção da comunidade de destino compartilhado China-América Latina.
Em março deste ano, o presidente Xi Jinping enviou uma mensagem de congratulação à 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, gerando ampla repercussão positiva em diversos setores da América Latina. Ambas as partes também vêm promovendo regularmente intercâmbios sobre governança estatal e experiências de modernização, avançando juntas no caminho da modernização. Vários países latino-americanos responderam ativamente às iniciativas de governança global, e cinco países da região aderiram à Organização Internacional de Mediação, defendendo o multilateralismo com ações concretas.
Com benefícios mútuos e ganhos compartilhados, a cooperação prática entre China e América Latina vem aumentando em qualidade e eficiência. Tendo o programa de desenvolvimento como importante apoio, ambas as partes aprofundaram a articulação de estratégias de desenvolvimento e expandiram a cooperação em comércio, infraestrutura, energia, agricultura e outros setores, fortalecendo continuamente seus laços de interesse comum.
Segundo estatísticas da alfândega chinesa, o comércio entre China e América Latina alcançou 549 bilhões de dólares em 2025, um recorde histórico. Aproveitando as vantagens complementares de recursos e estruturas industriais, ambas as partes trabalham juntas para desenvolver um grande mercado de 2 bilhões de pessoas, impulsionando o crescimento econômico mútuo e abrindo novos espaços para a recuperação da economia global.
Em um relatório, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas destacou que a cooperação econômica e comercial sino-latino-americana tornou-se um fator estabilizador para o desenvolvimento econômico diversificado da região, ajudando efetivamente a América Latina a reduzir a dependência de mercados únicos e fortalecer as bases para o crescimento de longo prazo.
Com espírito de abertura e inclusão, os intercâmbios culturais entre China e América Latina têm produzido efeitos de forma natural e silenciosa. Fóruns de diálogo entre civilizações, fóruns de think tanks e fóruns de desenvolvimento foram realizados sucessivamente, criando importantes plataformas para intercâmbio cultural e convergência de ideias. Delegações artísticas chinesas, exposições culturais itinerantes e atividades de intercâmbio cinematográfico chegaram a diversos países latino-americanos, despertando uma “onda de interesse pela China” na região. Ao mesmo tempo, um número crescente de turistas latino-americanos tem realizado visitas à China, conhece o país e passa a apreciá-lo.
O navio-hospital “Arca da Rota da Seda” realizou serviços médicos humanitários em diversos países latino-americanos, enquanto a Oficina Luban da Nicarágua entrou em operação, ajudando a formar jovens profissionais qualificados localmente. Com a implementação contínua das iniciativas voltadas à civilização e à aproximação entre os povos, os resultados da cooperação sino-latino-americana vêm sendo transformados em benefícios concretos para a população, promovendo maior compreensão mútua e fortalecendo a amizade entre os povos.
A cooperação entre China e América Latina é uma parte importante da cooperação Sul-Sul, estando alinhada com as tendências da época e com os interesses comuns de longo prazo de ambas as partes. Os dois lados também implementam o programa de paz, fortalecendo a cooperação em segurança internacional, estabilidade regional e segurança pública.
A China e o Brasil divulgaram uma declaração conjunta sobre a crise na Ucrânia, e vários países da região confirmaram apoio e adesão à iniciativa de cinco pontos proposta pela China e pelo Paquistão para restaurar a paz e a estabilidade na região do Golfo e do Oriente Médio, contribuindo conjuntamente com sabedoria e força para a paz e a estabilidade mundiais.
O fortalecimento da solidariedade e da cooperação entre a China e América Latina ajuda a defender a justiça e a equidade internacionais, promover o desenvolvimento e a prosperidade globais e reunir a “energia China-América Latina” para impulsionar o mundo rumo a um futuro de paz, segurança, prosperidade e progresso.
A China continuará sendo uma boa parceira dos países da América Latina e do Caribe, promovendo constantemente o desenvolvimento sólido e duradouro da comunidade de destino compartilhado China-América Latina, beneficiando os povos de ambas as partes e injetando continuamente estabilidade e energia positiva em um mundo turbulento.