Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou, na segunda-feira, que impedir o ressurgimento do militarismo é uma obrigação do Japão e uma vontade inabalável da comunidade internacional, incluindo a China.
O porta-voz instou o Japão a aprender com a história, cumprir com suas obrigações internacionais e manter-se comprometido com o caminho do desenvolvimento pacífico.
O porta-voz Guo Jiakun fez tais declarações em uma coletiva de imprensa regular, em resposta a uma pergunta sobre os recentes protestos de dezenas de milhares de japoneses contra as tentativas do governo nipônico de revisar a Constituição pacifista do país.
"Também notamos que a pressão do Japão pela revisão constitucional tem sido cada vez mais questionada e rejeitada, tanto no próprio Japão, quanto por seus vizinhos asiáticos e pelo mundo em geral", disse Guo.
"Os militaristas japoneses não apenas cometeram atrocidades contra o povo da China e de outros países da Ásia, mas também causaram profundo sofrimento ao povo japonês", acrescentou Guo.
Ele observou que a revisão constitucional do Japão diz respeito à ordem internacional do pós-guerra e aos rumos futuros do país, e tem sido acompanhada de perto pela comunidade internacional e seus vizinhos asiáticos.
No entanto, até o momento, o lado japonês não refletiu profundamente sobre seu histórico de agressão, afirmou Guo. Algumas forças no país chegaram a tentar encobrir e minimizar os crimes cometidos durante a agressão, além de pressionar por uma remilitarização acelerada do Japão, o que levou à disseminação desenfreada e perigosa do neomilitarismo no país e ameaçou a paz e a estabilidade regional, disse Guo, acrescentando que a comunidade internacional precisa estar em alerta máximo contra isso.