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Estilo de vida chinês viraliza no exterior e impulsiona novas formas de intercâmbio cultural

Fonte: Diário do Povo Online    06.02.2026 15h11

Beber água quente, praticar 'baduanjin', usar chinelos acolchoados, cozinhar mingau chinês… Recentemente, uma “lista de hábitos do estilo de vida chinês” viralizou nas redes sociais estrangeiras.

A onda de “virar chinês” levou internautas de outros países a vivenciar, de forma imersiva, o cotidiano chinês, tornando-se um novo destaque na comunicação intercultural.

“Virar chinês” não significa mudar de nacionalidade, mas sim a identificação voluntária e a prática da cultura chinesa por parte de internautas estrangeiros. No início de janeiro deste ano, um blogueiro sino-americano compartilhou hábitos de cuidados de saúde da medicina tradicional chinesa no inverno e lançou um convite relacionado ao tema. O vídeo ultrapassou um milhão de visualizações e gerou um efeito em cadeia.

Muitos estrangeiros abandonaram bebidas geladas no café da manhã e passaram a apreciar mingau e sopas quentes; alguns registram diariamente hábitos como usar chinelos acolchoados ou ferver água com maçã; outros aprenderam a fazer jiaozi (raviolis chineses) e pratos da culinária chinesa, pedindo dicas a internautas da China. Essa onda formou uma interação de mão dupla: internautas chineses compartilham com entusiasmo truques do dia a dia, enquanto os estrangeiros se tornam “parentes virtuais” que atravessam cabos e telas.

Segundo a análise do professor Zhang Yuqiang, da Universidade de Comunicação da China, esse fenômeno reflete o aumento do poder abrangente e da influência internacional da China. No passado, muitos estrangeiros observavam a China à distância, com curiosidade exótica; hoje, porém, passam a sair dos estereótipos e a sentir o encanto da sua cultura a partir de detalhes cotidianos.

Com o fluxo cada vez mais frequente de pessoas e mercadorias entre China e outros países, os estilos de vida e a oferta cultural chineses se tornam mais ricos, levando estrangeiros a se adaptar gradualmente e a gostar do modo de vida chinês.

Impulsionados por essa onda, cada vez mais internautas estrangeiros deixam a “experiência online” e partem para visitas presenciais. A China continua a otimizar suas políticas de entrada: implementou isenção unilateral de visto para 48 países e, desde a adoção da política de isenção de visto de trânsito por 240 horas, o número de estrangeiros que entram no país cresceu 27,2% em relação ao ano anterior.

Após o início das operações fechadas do Porto de Livre Comércio de Hainan, 86 países com isenção de visto e 92 rotas aéreas internacionais mantêm o turismo de entrada em alta; a temporada de neve e gelo no Nordeste atrai visitantes do mundo todo para vivenciar o prazer extremo da neve e a vida popular local; já uma estação de esqui indoor em Guangzhou faz blogueiros estrangeiros se maravilharem com a força industrial da China.

Ao participar de danças em praças e passear por feiras matinais, turistas estrangeiros renovam sua percepção da China por meio de experiências reais.

De Ne Zha 2 e Black Myth: Wukong a minisséries chinesas e brinquedos colecionáveis, produtos culturais chineses continuam a atrair atenção global. O Índice Global de Soft Power 2025 mostra que a cultura e o estilo de vida chineses são altamente reconhecidos por jovens dos 18 a 24 anos.

Essa ressonância cultural que surge de baixo para cima não depende de imposição, mas nasce do desejo compartilhado por uma vida melhor. A sabedoria oriental presente no estilo de vida chinês e as aspirações humanas universais por uma vida boa tornam-se o código central da comunicação intercultural.

No contexto do fortalecimento contínuo da confiança cultural, a onda de “virar chinês” oferece um novo modelo para o intercâmbio entre civilizações. A China não apenas promove sua cultura “para fora”, mas também convida o mundo “para dentro”, ampliando a abertura e otimizando políticas para oferecer oportunidades de vivenciar o país. No futuro, mais projetos de intercâmbio intercultural construirão pontes de diálogo, permitindo que diferentes civilizações aprendam umas com as outras, prosperem juntas e compartilhem a beleza da diversidade.

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