A eleição presidencial de Portugal avançará para o 2º turno após nenhum candidato ter conquistado maioria absoluta no primeiro turno de domingo, segundo dados divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
De acordo com a contagem preliminar, António José Seguro, do Partido Socialista de centro-esquerda, liderou a votação com 30,6%, seguido pelo líder do partido Chega, André Ventura, com 24,3%.
João Cotrim de Figueiredo, candidato de direita da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro lugar com 15,5% dos votos, enquanto o candidato independente Henrique Gouveia e Melo obteve 12,2%.
Com base em 95,7% dos votos contados, Seguro e Ventura participarão do segundo turno agendado para 8 de fevereiro como principais candidatos. O vencedor será determinado por maioria simples.
Segundo a constituição portuguesa, o presidente é eleito por votação popular direta, sendo necessário que o candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno para garantir a vitória.
Isto marca também a primeira vez em 40 anos que uma eleição presidencial portuguesa exige um segundo turno entre os dois principais candidatos.
A presidência tem um mandato de cinco anos, renovável uma vez. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, completará seu segundo mandato em 9 de março, quando o presidente recém-eleito deve tomar posse.
Embora predominantemente cerimonial, a presidência portuguesa detém poderes críticos, incluindo a autoridade para dissolver o parlamento e vetar legislações.