Português>>Atualidade

Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África é lançado na sede da União Africana

Fonte: Diário do Povo Online    09.01.2026 14h34

A cerimônia de lançamento do Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África 2026 foi realizada na sede da União Africana (UA) em Adis Abeba, capital da Etiópia, em 8 de janeiro de 2026. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, leu uma carta de felicitações do presidente chinês Xi Jinping no evento e proferiu um discurso principal. (Foto: Han Xu/Xinhua)

A cerimônia de lançamento do Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África 2026 foi realizada na quinta-feira (8) na sede da União Africana (UA) em Adis Abeba, capital da Etiópia, com os participantes defendendo o aprofundamento do diálogo entre as duas civilizações.

Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores da China, leu uma carta de felicitações do presidente chinês Xi Jinping no evento e proferiu um discurso principal.

Jean-Claude Gakosso, ministro das Relações Exteriores da República do Congo, copresidente africano do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, e o presidente da Etiópia, Taye Atske Selassie, também discursaram na cerimônia.

Mais de 200 participantes compareceram ao evento, incluindo altos funcionários da Comissão da UA e de instituições da UA, diplomatas de países africanos junto à UA, altos representantes de agências das Nações Unidas e autoridades e representantes de diversos setores da Etiópia.

Wang afirmou que o lançamento do Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África 2026 é uma importante iniciativa acordada conjuntamente pelo presidente chinês e pelos líderes africanos.

Em sua carta de felicitações, Xi Jinping detalhou a importância do aprendizado mútuo entre as civilizações para o avanço da modernização da China e da África e delineou a direção e os princípios da cooperação cultural e interpessoal entre a China e a África, o que demonstrou profundas reflexões sobre a história e a civilização humana e forneceu importante orientação para a construção de uma comunidade China-África com um futuro compartilhado para a nova era, disse Wang.

As relações China-África possuem uma longa história e uma amizade tradicional duradoura, disse Wang, observando que, nos últimos anos, sob a orientação conjunta dos líderes de ambos os lados, os intercâmbios entre os povos da China e da África floresceram e produziram resultados frutíferos.

Os fatos demonstram que os intercâmbios entre os povos constituem a base mais sólida da amizade entre a China e a África, enquanto a aprendizagem mútua entre as civilizações serve como a força motriz mais poderosa para a cooperação sino-africana, afirmou o ministro.

O ministro das Relações Exteriores chinês observou que o mundo de hoje está passando por profundas transformações, sem precedentes em um século, com grandes mudanças históricas ocorrendo no cenário internacional, enfatizando que o Sul Global, representado pela China e pela África, está em grande ascensão.

Enquanto isso, o mundo ainda está longe de ser pacífico. A lei da selva contraria o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, enquanto a política de poder e os atos de intimidação violam os direitos e interesses legítimos dos países em desenvolvimento, disse Wang.

Diante de um mundo turbulento, a China e a África precisam, mais do que nunca, defender a equidade e a justiça, fortalecer a solidariedade e o apoio mútuo e aprofundar os intercâmbios e a cooperação, afirmou ele, conclamando ambos os lados a priorizar o desenvolvimento, colocar o povo em primeiro lugar, promover a aprendizagem e os intercâmbios mútuos e abraçar a abertura e a inclusão.

Líderes africanos destacaram que o Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África é um passo importante na implementação das iniciativas do presidente chinês, enfatizando que a carta de felicitações de Xi encorajou o lado africano.

Eles expressaram confiança de que o Ano de Intercâmbios Interpessoais China-África abrirá um novo capítulo nas relações África-China, aprofundará o diálogo entre as duas civilizações, intensificará a troca de ideias e fortalecerá ainda mais os laços entre os povos.

Os países africanos estão prontos para aproveitar esta oportunidade para aprofundar a cooperação com a China em cultura, educação, turismo, artes, intercâmbio de jovens e outros campos, e para continuar a promover as relações África-China, disseram eles.

Os líderes africanos também observaram que os povos da África e da China são tão próximos quanto irmãos, e que a cooperação África-China é mutuamente benéfica.

Eles elogiaram a longa tradição dos ministros das Relações Exteriores chineses de escolherem a África como destino de sua primeira viagem ao exterior a cada ano, expressaram admiração pelas notáveis conquistas de desenvolvimento da China e manifestaram gratidão pelo apoio e assistência que a China presta à África.

Desde o estabelecimento do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), ambos os lados alcançaram resultados substanciais em economia e comércio, conectividade, agricultura, educação, telecomunicações e outras áreas, contribuindo para a implementação da agenda de desenvolvimento da União Africana, destacaram eles.

O lado africano expressou a sua disposição em aprofundar a cooperação com a China no âmbito do FOCAC e da Iniciativa do Cinturão e da Rota para alcançar o desenvolvimento comum.

Diante da crescente instabilidade global e dos sérios desafios à ordem internacional, o lado africano manifestou apoio à Iniciativa de Governança Global proposta pelo presidente chinês, apelando a ambos os lados para que se unam contra o hegemonismo, defendam conjuntamente a ordem internacional e salvaguardem a paz mundial.

comentários

  • Usuário:
  • Comentar: