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Trump avalia opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso das forças armadas dos EUA, diz Casa Branca

Fonte: Diário do Povo Online    07.01.2026 08h56

O presidente dos EUA, Donald Trump, e sua equipe estão avaliando "uma série de opções" para adquirir a Groenlândia, território da Dinamarca, incluindo "a utilização das forças armadas dos EUA", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, num comunicado na terça-feira (6).

"O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa e, é claro, a utilização das forças armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe", disse Leavitt à Xinhua num comunicado enviado por e-mail.

"O presidente Trump deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico", afirmou Leavitt.

O vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, disse na segunda-feira (5) que ninguém lutaria contra os Estados Unidos se o país tentasse tomar a Groenlândia, que é um território autônomo da Dinamarca.

Era "a posição formal do governo dos EUA que a Groenlândia deveria fazer parte dos EUA", disse Miller numa entrevista à CNN.

"Precisamos da Groenlândia, absolutamente. Precisamos dela para a defesa", reiterou Trump em uma entrevista por telefone à revista The Atlantic no domingo (4), reafirmando que a Venezuela pode não ser o último país sujeito à intervenção dos EUA, alegando que cabia a outros decidir o que um ataque em larga escala dos EUA contra a Venezuela significaria para a Groenlândia.

"Se os EUA optarem por atacar militarmente outro país da OTAN, então tudo para, incluindo a OTAN e, portanto, a segurança que foi estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial", alertou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, na segunda-feira, em resposta.

Os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram um comunicado conjunto na terça-feira, que dizia que "cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito".

Os líderes enfatizaram que a segurança do Ártico continua sendo uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica, observando que a OTAN deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e que os aliados europeus estão aumentando sua presença na área. Desde que reassumiu o cargo em janeiro de 2025, Trump expressou repetidamente interesse em obter o controle da Groenlândia, afirmando que não descartaria o uso de "coerção militar ou econômica" para atingir esse objetivo.

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