O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira um decreto que regulamenta a TV 3.0, a nova geração da televisão aberta brasileira. Segundo o Ministério das Comunicações, a tecnologia revolucionará a forma como os brasileiros assistem à televisão.
"Com maior interatividade, qualidade sonora, qualidade de imagem superior e maior integração com a internet, o novo sistema moderniza o setor e coloca o país na vanguarda da radiodifusão global", destacou o ministério.
Considerada "a televisão do futuro", a TV 3.0 integrará os serviços de internet (banda larga) com a transmissão habitual de som e imagem (broadcast), permitindo que os telespectadores utilizem aplicativos para interagir com a programação e até mesmo fazer compras diretamente da televisão.
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que o avanço tecnológico também é uma questão de soberania nacional. Segundo ele, o Brasil "não discrimina ninguém" e empresas que queiram operar no país são bem-vindas, desde que respeitem a legislação local.
"Este governo dá atenção especial às questões sociais, mas também à agenda digital e tecnológica. De fato, a soberania é uma questão fundamental que une todo o país. Tudo tem a ver com a televisão digital que está sendo implementada agora", enfatizou.
O Brasil será o primeiro país das Américas a implantar a nova tecnologia. "Esse decreto representa o que vai ser a nossa visão de futuro sobre a agenda digital e tecnológica, com abertura, cooperação e soberania. Aliás, a soberania hoje é um grande tema que une todo o país. Não só a soberania, mas soberania digital", disse Palmeira.
Por sua vez, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, enfatizou a importância da modernização e ressaltou que os usuários não precisarão trocar de televisão imediatamente.
"A implementação será gradual, com um período de coexistência entre o sinal de TV digital e o sinal de TV 3.0 de 10 a 15 anos, período que pode ser prorrogado. Será uma migração gradual, começando nas grandes capitais", disse o ministro.
A previsão é de que as transmissões comecem no primeiro semestre do próximo ano nas principais cidades. A expansão para atingir todo o país deve levar até 15 anos.
Segundo a previsão, parte da população brasileira já poderá usufruir da TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.