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China pede resposta sobre explosões do gasoduto Nord Stream

Fonte: Diário do Povo Online    27.08.2025 15h48

Um enviado chinês afirmou na terça-feira (26) que a comunidade internacional exige uma resposta às explosões do gasoduto Nord Stream em 2022.

As explosões constituem um grave incidente de sabotagem contra a infraestrutura energética transnacional, impactando negativamente o fornecimento global de energia, o meio ambiente marinho e a segurança da navegação marítima, afirmou Geng Shuang, representante permanente adjunto da China nas Nações Unidas.

"A verdade não deve ser varrida para debaixo do tapete, as investigações não devem ser politizadas, incidentes semelhantes não devem se repetir e os perpetradores não devem ficar impunes", disse ele ao Conselho de Segurança. "Sobre as explosões dos gasodutos Nord Stream, a comunidade internacional, com razão, exige uma resposta verdadeira."

Desde que as explosões ocorreram, o Conselho de Segurança deliberou sobre o assunto diversas vezes. Muitos membros do Conselho, incluindo a China, têm repetidamente solicitado investigações objetivas, imparciais e profissionais para apurar os fatos prontamente e levar os autores à justiça, a fim de evitar que incidentes semelhantes se repitam, observou ele.

Os membros do Conselho têm se envolvido em discussões sobre a necessidade de investigações internacionais ou nacionais. Naquela época, alguns membros do Conselho argumentaram fortemente a favor de dar tempo à Suécia, Dinamarca e Alemanha para conduzirem suas respectivas investigações nacionais. No entanto, nenhuma conclusão definitiva e a verdade completa sobre as explosões vieram à tona — quase três anos após o incidente, lamentou ele.

A Suécia e a Dinamarca anunciaram o encerramento de suas investigações nacionais sem compartilhar nenhuma informação substancial. Embora as investigações alemãs ainda estejam em andamento, apenas informações muito limitadas foram tornadas públicas oficialmente. Por muito tempo, o público contou apenas com a exposição da mídia para obter informações e especular sobre o que havia acontecido. Isso é tudo menos normal, observou Geng.

A China toma nota dos relatos sobre a recente prisão de um suspeito na Itália, bem como da carta conjunta endereçada ao Conselho de Segurança pela Alemanha, Suécia e Dinamarca. No entanto, isso não é suficiente como resposta às dúvidas e preocupações da comunidade internacional, afirmou.

"Esperamos que a Alemanha acelere suas investigações e processos judiciais e publique prontamente o progresso e os resultados pelos canais oficiais. Esperamos que os países relevantes possam se comunicar e cooperar com as principais partes envolvidas no incidente. Esperamos que o Conselho de Segurança continue atento ao assunto", acrescentou.

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