China pede que G7 pare de usar regras internacionais como pretexto para buscar primazia e interesses egoístas

Fonte: Xinhua    12.05.2023 11h09
China pede que G7 pare de usar regras internacionais como pretexto para buscar primazia e interesses egoístas

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, pediu nesta quinta-feira que o G7 deixe de usar as regras internacionais como pretexto para buscar primazia e interesses egoístas.

Foi noticiado que a Cúpula do G7 a ser realizada no Japão exigirá que a China cumpra as regras internacionais.

Ao responder sobre o assunto em entrevista coletiva diária, Wang disse que antes de discutir as regras internacionais, primeiro é preciso deixar claro quais são essas regras internacionais.

"Para a esmagadora maioria dos países do mundo, as regras internacionais consistem nas normas básicas que regem as relações internacionais, baseadas nos propósitos e princípios da Carta da ONU, e todos os países devem cumpri-las", destacou.

Wang observou que o G7 quase nunca menciona a Carta da ONU, mas continua a discutir "democracias" e "ordem internacional baseada em regras". No entanto, quando o G7 fala sobre regras internacionais, quer dizer regras ocidentais que traçam linhas de acordo com as ideologias, os valores, a atitude "América em primeiro lugar" e as regras dominadas pelo pequeno círculo do G7, apontou o porta-voz.

"Essas regras servem os interesses adquiridos de muito poucos países, incluindo os do G7, em vez de os interesses comuns da comunidade internacional", acrescentou Wang.

Segundo ele, ao mesmo tempo em que pede à China que cumpra as regras internacionais, o próprio G7 tem constantemente violado e ignorado essas regras.

Nos últimos anos, os Estados Unidos se afastaram de 17 organizações e tratados internacionais, incluindo a UNESCO e o Acordo de Paris, lembrou Wang. O país espionou indiscriminadamente nações ao redor do mundo, incluindo seus aliados do G7, adotou medidas duras contra alguns países na diplomacia e implementou coerção econômica e intervenção militar.

Os Estados Unidos invadiram Afeganistão, Iraque, Síria e outros países que são menores e mais fracos do que eles próprios, matando e desalojando dezenas de milhões de civis inocentes, acusou Wang.

"Quando se trata de regras internacionais, o lugar dos Estados Unidos é no banco dos réus. Os norte-americanos não estão em posição de apontar dedos a outros países", assinalou o porta-voz.

"A primeira coisa que os Estados Unidos e o Japão devem fazer como membros do G7 seria pagar suas dívidas à ONU, retirar tropas que ocupam ilegalmente a Síria, parar de insistir em despejar água contaminada nuclear no oceano, deixar de incitar divisão e confronto e parar usar regras internacionais como pretexto para perseguir a primazia e interesses egoístas", de acordo com Wang.

(Web editor: Filomena Wang, 符园园)

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