
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos e outros países relevantes deveriam exortar a Lituânia a admitir e corrigir seus erros o mais rápido possível, em vez de empurrá-la para o caminho errado e infligir maiores perdas para o país e seu povo.
De acordo com reportagens da mídia, a primeira-ministra lituana, Ingrida Simonyte, disse recentemente que a China havia colocado pressão inadequada sobre a Lituânia após o estabelecimento do chamado Escritório de Representação de Taiwan na Lituânia, que não merecia tal reação.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse em uma coletiva de imprensa diária que o governo lituano violou abertamente o princípio de Uma Só China e renunciou ao compromisso político assumido no comunicado sobre o estabelecimento de relações diplomáticas.
A China tem todo o direito de dar uma resposta legítima e razoável. Se tais coisas acontecessem a outros países soberanos e independentes, eles certamente também tomariam medidas resolutas e decisivas, apontou Zhao.
O lado lituano estava errado, acusou ele. "No entanto, em vez de refletir sobre si mesmo e mostrar remorso, ele recorreu a espalhar boatos e causar problemas. Essas manobras publicitárias tentando encobrir o problema real para desviar a atenção são simplesmente patéticas."
Taiwan em 30 de dezembro elogiou os ministros das Relações Exteriores dos EUA, Reino Unido, França e Alemanha por se manifestarem em apoio à Lituânia. Sobre isso, Zhao afirmou que foi a Lituânia que primeiro cometeu erros graves em suas relações com a China.
"Se os EUA e países relevantes realmente se importam com a Lituânia, eles deveriam exortá-la a admitir e corrigir seus erros o mais rápido possível, ao invés de usá-la como uma ferramenta para conter a China, incitando o país a seguir pelo caminho errado e infligir perdas maiores para a Lituânia e seu povo", insistiu Zhao.
Ao mesmo tempo, ele alertou as autoridades de Taiwan que a "independência de Taiwan" levará a um beco sem saída. As tentativas de solicitar apoio estrangeiro na busca desta causa e fazer provocações nunca terão sucesso, garantiu Zhao.