Propagar proposta relacionada a Taiwan na AMS é impopular, diz porta-voz chinês

Fonte: Xinhua    20.05.2020 14h10

Beijing, 20 mai (Xinhua) -- O Ministério das Relações Exteriores chinês elogiou nesta terça-feira a decisão da Assembleia Mundial de Saúde (AMS) de não incluir uma proposta para tornar a província insular da China, Taiwan, uma observadora na agenda da conferência virtual.

A China aprecia muito a decisão, que salvaguarda a dignidade das resoluções relevantes da Assembleia Geral da ONU e da AMS, e defende o princípio e a justiça de Uma Só China, disse o porta-voz Zhao Lijian em uma coletiva de imprensa regular.

Diante da contínua disseminação da pandemia de COVID-19, os Estados membros da OMS desejam focar na cooperação global nesta AMS, disse Zhao.

No entanto, as autoridades do Partido Progressista Democrático (DPP, em inglês) de Taiwan e um punhado de países insistiram em discutir a proposta mesmo às custas de perturbar a agenda da conferência e minar a cooperação internacional contra a pandemia, expondo o fato de que "colocam ganhos políticos egoístas acima da segurança da saúde pública global".

Zhao disse que a realidade demonstrou novamente que não há saída para as autoridades de Taiwan buscarem a "independência de Taiwan" e que a proposta relacionada a Taiwan na AMS é impopular.

O governo central da China sempre atribui grande importância à saúde e ao bem-estar dos compatriotas de Taiwan, disse Zhao, acrescentando que após o surto da COVID-19, os especialistas de Taiwan foram o primeiro grupo de especialistas de fora do continente chinês convidados a visitar Wuhan. O continente chinês enviou 152 notificações sobre a COVID-19 para a região de Taiwan a partir de 15 de maio.

"Desde 2019, sob o princípio de Uma Só China, 24 especialistas de Taiwan em 16 grupos participaram das atividades técnicas da OMS", disse Zhao, observando que há um Ponto de Contato de Regulamentos Sanitários Internacionais na região de Taiwan, para que possa obter informações oportunas sobre emergências globais da saúde pública divulgadas pela OMS e relatar suas informações, o que garante que a região possa lidar com emergências locais ou globais da saúde pública em tempo oportuno de forma eficaz.

Zhao apontou que a alegação das autoridades do DPP de Taiwan de ser uma "lacuna" nos esforços globais contra a epidemia é apenas uma desculpa para buscar a "independência", e a comunidade internacional viu isso claramente.

"Aconselhamos as autoridades do DPP a reconhecerem a realidade e não irem mais longe no caminho da busca da 'independência'", disse Zhao, também instando alguns países a não subestimarem a determinação e a capacidade da China de defender seus principais interesses e unidade nacional, e parar de desafiar o princípio da Uma Só China.

(Web editor: Renato Lu, editor)

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