Radicais tentam paralisar tráfego em Hong Kong, 287 detidos

Fonte: Diário do Povo Online    13.11.2019 11h17

Na Universidade Chinesa de Hong Kong foram vistos arcos e flechas, bombas de petróleo e tijolos, todos utilizados contra os policiais.

A polícia de Hong Kong informou na terça-feira que grupos de manifestantes radicais estavam provocando o caos em Hong Kong desde segunda-feira, tendo sido detidas 287 pessoas, 60% das quais estudantes.

“Ao longo dos últimos dois dias, nossa sociedade foi arrastada para lá do limites, tendo vários grupos de radicais lançado o caos em áreas residenciais e nos campi universitários”, disse Wing-cheung, superintendente do departamento de relações públicas da polícia de Hong Kong em declarações à imprensa.

Estradas em cerca de 50 localizações foram danificadas ou obstruídas e mais de 160 semáforos foram vandalizados. O tráfego em Hong Kong foi amplamente afetado, com motineiros arremessando objetos, como bombas de petróleo e bicicletas, sobre os carris do metrô. Foram também detetados casos de furos nos pneus dos ônibus locais, de acordo com Kong.

Grupos de motineiros mascarados causaram também distúrbios nas universidades, disse Kong. Na Universidade Chinesa de Hong Kong, por exemplo, foram vistos arcos e flechas, bombas de petróleo e tijolos, todos utilizados contra os policiais.

 “Estamos alarmados pela tendência cada vez maior da participação de estudantes jovens nestes motins. Com efeito, ontem, dos 287 detidos, 187 eram estudantes. Trata-se de mais de 60%”, disse Kong, acrescentando que 11 policiais foram feridos durante as operações.

Os detidos incluíram 206 indivíduos do sexo masculino e 81 do sexo feminino, com idades entre os 12 e 82 anos, tendo sido presos por assembleia ilegal, posse de arma e danos criminosos.

Abordando o caso do homem de 57 anos a quem os motineiros atearam fogo em Ma On Shan, nos Novos Territórios, na segunda-feira, Kong disse que o caso foi classificado como tentativa de assassinato. O homem sofreu graves queimaduras na cabeça e na parte superior do corpo, estando em condição crítica no hospital.

“O Estado de direito em Hong Kong foi arrastado aos limites, à medida que os manifestantes radicais aumentam a violência”, constatou Kong, afirmando que nenhuma sociedade civilizada pode tolerar este tipo de desacatos, independentemente dos motivos ou causas.

(Web editor: Renato Lu, editor)

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