Foi inaugurado nesta última segunda-feira o Show Aéreo de Paris 2017. O evento atraiu a participação de mais de 2300 empresas e organizações oriundas de cerca de 50 países, mostrando ao público cerca de 140 aeronaves de uso miliar e civil.
A China foi representada através de 10 empresas do setor.
A Aviation Industry Corp da China (AVIC) apresentou 15 produtos, incluindo aviões militares, civis e equipamentos aeronáuticos.
Um outro participante chinês, a COMAC, exibiu modelos dos jatos ARJ121 e C919 (avião comercial de grande porte), que realizou o voo inaugural no mês passado.
Em uma entrevista ao Diário do Povo, o vice-gerente geral do AVIC, Zhang Xinguo, disse que o Show Aéreo de Paris é uma boa plataforma para a China expôr ao mercado internacional seus produtos e tecnologias aeronáuticas, sendo favorável ao aperfeiçoamento e identificação das marcas chinesas.
Zhang revelou que durante a exposição, a AVIC irá assinar um acordo com a francesa Dassalt, para estabelecer em conjunto um centro de inovação em Beijing.
Entre os produtos mostrados pela AVIC, o modelo do caça FC-31 foi o centro das atenções.
O FC-31 é um tipo de caça furtivo de quarta geração, estando enquadrado às necessidades dos cenários de guerra da década de 2020-2030.
O modelo FC-31 possui diversas capacidades de sobrevivência, uma baixa presença nos radares, aparelhos de leitura do cenário de combate, e meios para operar para lá do alcance visual.
Na pista fora do pavilhão, o modelo integral do drone Wing-Loong II também chamou a atenção do público.
O Wing-Loong II é um drone multifuncional, com elevada autonomia de voo, capaz de realizar missões de reconhecimento, monitoramento e ataque a alvos terrestres.
No expositor da COMAC, o repórter destaca os modelos C919 e e ARJ121. Segundo o fabricante, o C919 já obteve 600 encomendas tanto da China como dos países estrangeiros.
A COMAC planeja fabricar mais 6 aviões para realizar testes de voo.
![]() |