Por Xing Xue, Diário do Povo

A tecnologia de digitação de grande dimensão já está aplicada nas indústrias chinesas. A foto mostra uma oficina digitalizada da SANY HEAVY INDUSTRY CO., LTD, instalada em Changsha, na província de Hunan.
Hu Angang, renomeado economista chinês e diretor do Instituto do Estudo da China da Universidade Tsinghua, refutou recentemente as alegações sobre o “regresso do setor manufatureiro das indústrias de ponta para os EUA”.
Em um artigo publicado no Diário do Povo (edição ultramarina), Hu defendeu que este setor não foi retirado da China.
Com o slogan “Comprar americano, contratar americanos”, apresentado por Donald Trump, os EUA agitaram de novo o mercado manufatureiro global, tendo suscitado as opiniões supracitadas.
Em relação às alegações, Hu afirmou que a China é o maior exportador de produtos industrializados no mundo, sobretudo de produtos de alta tecnologia, tendo também construído o sistema manufatureiro mais completo no mundo.
A quota da manufatura chinesa tem vindo a ascender no mercado internacional, dos quais, a quota da exportação dos produtos de ponta subiu de 3,0% em 2000 para 19,5% em 2015, contra os Estados Unidos, cuja quota caiu de 16,8% para 9,5% no período homólogo.
De acordo com um artigo publicado no jornal New York Times, quer a nível de estrutura laboral como a nível de investimento governamental, os EUA não estão preparados para o regresso da manufatura. A escassez de trabalhadores técnicos e o alto custo da mão-de-obra, são questões preocupantes para as empresas americanas que realizam a redistribuição na esfera global.
Atualmente, a China já elaborou o programa “1 mais x”, integrado no plano “Fabricado na China 2025”.
Para o economista Hu, significa que o país terminou o planejamento geral pelas instâncias superiores, e que está apontando o rumo da indústria manufatureira — de “fabricado na China” para “idealizado na China”, de “velocidade da China” para “qualidade da China”, de “indústria poluente e de alto consumo energético” para “indústria ecológica”, de “empresa chinesa” para “empresa multinacional”.
Por fim, Hu Angang referiu que o setor manufatureiro da China precisa ser enfatizado em três aspectos:
-Promover a atualização da estrutura manufatureira e a elevação da sua competitividade, na base de “fabricação inteligente e internet +”;
-Insistir em “exportação” e “importação” da manufatura chinesa, sobretudo no contexto da iniciativa “Um Cinturão e Uma Rota”;
-Aumentar a oferta dos profissionais e técnicos qualificados a fim de otimizar a qualidade dos produtos manufaturados na China.
Conta oficial de Wechat da versão em português do Diário do Povo Online