Quatro mineiros resgatados após acidente em Shandong

Fonte: Diário do Povo Online    01.02.2016 09h12

As autoridades intensificaram uma investigação a uma mina de gipsite em Shandong, após quatro mineiros terem sido salvos, tendo estado presos a mais de 200 metros abaixo do solo por 36 dias.

Está também em curso um plano para reparação do solo danificado pela exploração de gipsite.

Uma equipa composta por especialistas e oficiais do governo foi organizada no sábado para investigar a causa do acidente, e para ajudar nas buscas por aqueles ainda desaparecidos, avançou o governo local.

Os quatro sobreviventes salvos na sexta-feira ficaram presos após um colapso que ocorrera numa mina operada pela Yurong Trade and Commerce Co. em Pinyi a 25 de dezembro.

Os quatro mineiros, localizados por um sistema de deteção de vida a 30 de dezembro, terão sido providenciados com comida e água. Outros 11 sobreviventes terão sido salvos no espaço de um dia após o acidente ocorrer.

No domingo terá sido confirmada a morte de um dos trabalhadores no colapso. Treze trabalhadores encontravam-se ainda por localizar.

Zhang Shuping, o presidente da câmara (prefeito) de Linyi, a cidade que governa Pinyi, disse: “Nunca desistimos dos trabalhos de pesquisa e de salvamento pelos 13 desaparecidos. Estamos a consultar os especialistas para avançar com novas soluções de salvamento”.

Zhang disse que as autoridades irão inspecionar 212 minas que não se dediquem à exploração de carvão na cidade e encerrar aquelas que apresentarem riscos de segurança.

(imagem) Um dos mineiros é retirado da mina após 36 dias preso na mina de gipsite

O presidente avançou também que a cidade irá organizar equipas profissionais para reparar mais de 1 milhão de metros quadrados de terra afetada pelas atividades mineiras, de modo a prevenir colapsos futuros.

Os quatro mineiros estavam em condições estáveis após terem sido transferidos de unidades de cuidados intensivos para unidades normais no domingo, de acordo com a CCTV.

Os efeitos da atividade mineira, uma das fontes principais de rendimento da região gerou estragos no solo, influenciando o seu potencial para atividades agrícolas. “A terra cedeu demais”, disse um dos aldeões. “Penso que o governo terá de reparar o solo para que possamos voltar a fazer colheitas de novo”, disse.

Edição: Mauro Marques

(Editor:Renato Lu,editor)

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