De acordo com o jornal britânico Financial Times, a Louis Vuitton, reconhecida marca de produtos de luxo, fechou 3 das suas lojas na China: em Cantão, Harbin e Urumqi respetivamente. O grupo tem neste momento cerca de 50 lojas espalhadas pela China.
Os analistas estimam que a indústria de produtos de luxo terá que incorrer de maiores esforços para responder ao abrandamento da economia chinesa. O combate à corrupção, aos gastos extravagantes e ao desperdício também não abonam a favor do setor onde a marca está inserida. Os analistas estimam que nos próximos meses a Louis Vuitton deverá proceder ao fecho de mais lojas no país.
Porém, contrariamente às expectativas, a marca francesa emitiu um comunicado em que diz o seguinte: “Continuaremos a investir na atual rede de lojas que detemos no mercado chinês. Esperamos através dos nossos esforços melhorar o nível de serviço aos nossos clientes”.
Antes de fechar estas três lojas, a marca reforçou a sua presença em Pequim e em Hangzhou, onde abriram as portas de mais estabelecimentos.
De acordo com os valores de uma pesquisa levada a cabo pelo Financial Times e pelo China Confidential, as vendas do grupo LV em território chinês encontram-se em recessão.
Esta realidade deve-se em grande parte à já referida corrente de frugalidade empreendida pelo governo chinês e também a uma crescente sofisticação e mudança de identidade do consumidor chinês.
Esta nova geração de consumidores procura distanciar-se do padrão de consumo tipicamente associado aos “novos ricos”, onde a LV parece estar incluída.
Esta aversão não deixou margem para dúvidas, especialmente pelos habitantes das maiores cidades da China inquiridos para a pesquisa. Estes afirmaram querer distanciar-se das marcas mais comerciais.
A queda de popularidade da marca fez-se sentir inclusive no consumo da marca efetuado no estrangeiro por consumidores chineses.
Dos 1277 turistas chineses inquiridos pelo China Confidential, apenas 10.7% afirmaram ter comprado produtos da LV no estrangeiro, uma queda significativa face aos 15.5% de 2014.
Edição: Mauro Marques