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Ataques em Paris instam China a reforçar medidas de segurança

Fonte: Diário do Povo Online    16.11.2015 16h53
Ataques em Paris instam China a reforçar medidas de segurança

PEQUIM, 16 de novembro (Diário do Povo Online) - A China vai reforçar as medidas contra o terrorismo em seguimento dos ataques ocorridos na última sexta-feira (13) em Paris, onde já foi confirmada a morte de 132 pessoas, assim como centenas de feridos, disseram ontem (15) as autoridades de segurança pública.

“A polícia deve assumir as suas responsabilidades no combate contra o terrorismo,” disse Guo Shengkun, ministro chinês de Segurança Pública, durante uma videoconferência realizada no mesmo dia com oficiais de segurança e anti-terrorismo.

Ele disse que a polícia chinesa vai reforçar as patrulhas e medidas preventivas em locais tais como aeroportos, estações ferroviárias, shoppings, escolas e locais de entretenimento.

A polícia será especialmente vigilante na inspeção de armas, objetos e substâncias perigosas, e prestará grande atenção aos serviços de entrega expressa, disse ele. Irão resolver disputas para evitar o desenvolvimento de maiores problemas que possam causar incidentes extremos e violentos, afirmou Guo.

Além disso, eles vão focalizar-se na coleta e análise de informações e tomar medidas eficazes e oportunas para frustar possíveis ataques terroristas, acrescentou.

China em estado de alerta

Os ataques de alto perfil em Paris seriam um padrão que pode ser repetido em outros lugares, “por isso, a China precisa de estar em estado de alerta para combater ao terrorismo”, refere um comunicado divulgado pelo Ministério da Segurança Pública.

Nos recentes anos, alguns suspeitos de terrorismo da Região Autónoma Uigur de Xinjiang atravessaram ilegalmente a área fronteiriça da China e entraram em outros países asiáticos, tais como a Tailândia e Malásia, disseram oficiais do ministério.

Nestes países, os suspeitos normalmente compram passaportes falsos para ir à Turquia e depois, à Síria e ao Iraque, para se juntarem ao Estado Islâmico (EI) e receber formação antes de regressar à China onde passam a planear e realizar ataques terroristas, afirmaram.

“A China está a enfrentar as mesmas ameaças do EI, tal como a França, e tem que se preparar para ataques terroristas semelhantes, que são minuciosamente planeados e direcionados a vários locais em simultâneo com armas e equipamentos diferentes, causando a devastação e o caos nas cidades-alvo”, disse Li Wei, especialista anti-terrorismo do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China.

É urgente o reforço da cooperação na aplicação de leis entre a China e países tais como os Estados Unidos e as nações europeias em áreas de partilha de informações, investigação de casos, administração fronteiriça, criação de planos de contingência e realização de exercícios conjuntos, a fim de responder mais eficazmente a ameaças de ataques, acrescentou Li.

A China deve tirar lições dos incidentes em Paris e melhorar os mecanismos de emergência para prevenir ataques fatais semelhantes, disse Mei Jianming, diretor do Centro de Pesquisas Anti-terrorismo da Universidade da Segurança Pública do Povo da China.

Mei apontou que é urgente que uma plataforma nacional de compartilhamento de informações seja estabelecida, para ajudar as autoridades de segurança chinesas a “coletarem e analisarem informações relacionadas com o terrorismo, e liderarem eficazmente os diferentes contingentes, incluindo a polícia, a polícia de choque e os soldados, de modo a neutralizar ataques terroristas e grupos criminosos.”

Além de reforçar os esforços contra o terrorismo nas grandes cidades, tais como Pequim, Xangai e Guangzhou, também é premente que os serviços de outras cidades e regiões, incluindo a segurança pública, forças táticas, gestão de tráfego e assistência médica, fortaleçam a sua coordenação e melhorem as suas capacidades de resposta imediata em caso de ataques terroristas, finalizou.

Edição: Chen Ying

Revisão: Mauro Marques 


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(Editor:Chen Ying,editor)