MADRID, 25 de maio (Diário do Povo Online) - O papel que a China tem desempenhado no crescimento da América Latina ao longo deste século é inegável nesta primeira fase de aproximação, o que a China pode contribuir não é só o comércio e investimentos focados em recursos primários, mas sim um modo de pensar e agir de forma diferente que abre o horizonte de quebrar o círculo vicioso do subdesenvolvimento.
Isto foi afirmado pelo diretor do Observatório da Política Chinesa, Xulio Rios, em uma entrevista por escrito à imprensa chinesa no contexto da visita do premiê chinês, Li Keqiang, ao Brasil, Colômbia, Peru e Chile, de 18 a 26 este mês.
Rios disse que, nesse sentido, um compromisso sincero de diversificação e de superação das assimetrias do presente é possível se se dá forma à nova complementaridade: a combinação da demanda por infraestrutura na região com o potencial de financiamento chinês e o compromisso com a internacionalização de suas empresas oferece o cenário ideal para operar uma mudança no padrão de seu relacionamento, permitindo que a América Latina a realizar um avanço substancial em andamento.
Ele ressaltou que a relação China-América Latina precisa de um novo roteiro com novos conteúdos. Percorrer com a China o mesmo caminho que uma vez foi com os Estados Unidos e a União Europeia leva a um beco sem saída para a região, alertou.
"Ambos os atores devem demonstrar que um outro modelo é possível. O compromisso chinês com grandes projetos, como o canal de Nicarágua ou ferrovia transoceânica, é indicativo da presença de um outro caminho, mais ambicioso e transformador, o que pode ser concluído com um impulso a industrialização da região para gerar maior valor acrescentado para os seus relacionamentos, mas também para a integração regional ", disse ele.
O fundo anunciado no Brasil pelo premiê Li Keqiang para promover a interconexão do continente através da tridente logística-energia elétrica-comunicação é um bom exemplo do que pode dar-lhe a cooperação Sul-Sul, disse o sinólogo.
Ele observou que o modelo que tem permitido chegar até aqui é instável, ele argumentou que o Fórum China-Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (CELAC) pode proteger os interesses comuns vertebrando uma unidade de propósito e ação que equilibre as hegemonias tradicional, promovendo não apenas alternâncias, mas alternativas.
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