BEIJING, 27 de março (Diário do Povo Online) - A "nova normalidade" tornou-se um termo quente na China. Após mais de três décadas do desenvolvimento a alto ritmo, a economia da China entrou numa nova fase, na qual há novas características e novo impulso para o desenvolvimento. Entender e adaptar-se à nova normalidade é muito importante para o desenvolvimento sustentável da economia chinesa e para a compreensão da China pelo resto do mundo.
No ano passado, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) chinês caiu para 7,4%. Quanto a este ano, o premiê Li Keqiang declarou, em seu relatório sobre o trabalho do governo, que a meta do desenvolvimento econômico é de cerca de 7%.
Para os que estavam acostumados ao crescimento econômico de alta velocidade durante muitos anos, a desaceleração contínua provocou o pânico. No entanto, os especialistas apontam que na transição para a nova normalidade, é lógico e razoável que o crescimento se torne de alto ritmo para o médio.
Em comparação com os anos anteriores, o crescimento econômico da China registrou uma desaceleração prática, especialmente a meta deste ano, que tem uma queda de 0,5 pontos percentuais em relação à do ano passado. Trata-se da primeiro regresso ao patamar de 7% nos últimos 10 anos. Na esfera global, no entanto, a China continua sendo o líder da economia.
Para o vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Lian Weiliang, a iniciativa chinesa de reduzir o crescimento econômico neste ano leva em conta não só o impacto do ambiente internacional, mas também o emprego, renda e outras necessidades de subsistência, além dos requisitos da desaceleração e da atualização industrial, o que corresponde à meta do 12º Plano Quinquenal e em consonância com a realidade objetiva.
De forma a realizar o desenvolvimento estável da economia chinesa sob a nova normalidade, é necessário pôr em prática a reforma e inovação, e desempenhar bem os papeis do governo e do mercado, apontou o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, que salientou que, por um lado, o mercado deve desempenhar um papel decisivo na distribuição de recursos para promover e construir novos motores, por outro lado, o governo deve desempenhar um melhor papel para atualizar e transformar os motores tradicionais.
Entre os motores do crescimento econômico no futuro, o investimento continua a ter um efeito positivo. O diretor honorário do Instituto de Pesquisa de Desenvolvimento Nacional da Universidade de Beijing, Justin Lin, disse que há um grande espaço de investimento para concretizar a atualização industrial, ou seja, a maior parte das indústrias, que são de baixo nível, podem ser atualizadas para as de alta tecnologia, por meio de investimento. Além disso, a infra-estrutura, a melhoria do meio-ambiente e a urbanização precisam também de um enorme investimento.
"O uso adequado dessas condições favoráveis para realizar os investimentos eficazes pode criar mais empregos, com o qual, o aumento da renda pode ser garantido e o consumo vai crescer. Com o aumento do investimento e do consumo, a meta de 7% pode ser alcançada mesmo que as condições externas não sejam satisfatórias", afirmou Lin.
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