Yu Siluan
O abrandamento econômico da China registrado nos últimos anos atrai os olhos de todo o mundo. Segundo os dados divulgados pela Administração Nacional de Estatísticas da China , a taxa de crescimento do PIB de 2014 foi de 7,4%, o nível mais baixo nos últimos 24 anos.
Em regra, o primeiro ministro chinês, Li Keqiang, deve anunciar a meta do crescimento econômico para este ano no relatório de trabalho a ser preferido na sessão da Assembleia Popular Nacional. Os analistas apontam que Beijing não se preocupa com o abrandamento ao curto prazo e está confiante na economia futura.
Perante a desaceleração do investimento e o recuo da exportação, o consumo doméstico deve desempenhar um papel significativo no crescimento econômico. No dia 11 de novembro, uma festa de compra online promovida pelos gigantes chineses do comércio eletrônico, como Taobao e JD.com, o faturamento neste dia só atingiu 35 bilhões de yuans. De acordo com os últimos dados sobre o ano de 2014, o contributo do consumo ao crescimento do PIB atingiu 51,2%, superando pela primeira vez a ordem de 50%, três pontos percentuais a mais do que o do ano anterior.
O boom da festa de compra online reflecte, em certo grau, o grande potencial do consumo chinês. Beijing já se esforçou para elevar o peso do consumo interno no PIB e debaixar a dependência do investimento e da exportação. Apesar do abrandamento do setor imobiliário, o consumo e a empregbilidade vêm a estabilizar a economia, disseram analistas do mercado.
O comércio eletrônico vitalizado impulsiona a ascenção dos serviços relativos. Qingyanliu, uma aldeia pequena na província de Zhejiang, no leste do país, é conhecida como “a primeira aldeia de loja online” na China, onde se concentram 15 mil jovens de todo o país a operar mais de 2800 lojas online e 30 empresas de serviço expresso.
O status quo da aldeia Qingyanliu representa uma nova vitalidade da transformação econômica da China. Xi Jinping, o líder supremo da China, qualifica a fase de desenvolvimento econômico em velocidade média e rápida como a "nova normalidade", dizendo que o desenvolvimento da China continua a estar em um importante período com oportunidades estratégicas.
Em contraste com as belas estatísticas, Beijing dá mais ênfase à qualidade do funcionamento da economia perante a nova normalidade, se preocupando com a otimização e modernização da estrutura e a melhoria fundamental da vida dos habitantes. O boletim estatístico mostra que, embora a proporção da indústria no PIB diminuisse, o setor de serviços em relação ao PIB cresceu, alcançando 48,2% em 2014. Ao mesmo tempo, o coeficiente de Gini diminuiu, e a indústria de alta tecnologia e a manufatura de equipamentos concretizaram taxas de crescimento de dois dígitos, respectivamenrte, superior à taxa de crescimento média da indústria geral. Tudo isso indica que o ajuste da estrutura econômica da China está em um caminho correto.
Apesar do abrandamento do crescimento econômico, a empregabilidade melhorou. De acordo com o boletim estatístico, aumentaram no ano passado 13,22 milhões de empregos urbanos, acompanhado com o aumento contínuo da renda dos habitantes urbanas e rurais. Em 2014, a renda per capita disponível dos chineses aumentou 10,1% em relação ao ano anterior, enquanto o Índice dos Preços ao Consumidor (IPC) subiu 8.0%, após a dedução de fatores de preços, superando à taxa de crescimento do PIB.
2015 foi considerado por Beijing como o ano crucial para o aprofundamento completo das reformas. Os observadores acreditam que uma série de reformas já iniciadas ou a ser iniciadas por Beijing na esfera econômica vão liberalizar a vitalidade do mercado e criar novas oportunidades para o desenvolvimento chinês.
O diretor da Administração Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, disse que a China pode se adaptar à nova normalidade e manter a economia em um ritmo razoável, de modo a controlar o risco geral, apesar de a economia continuar a enfrentar a pressão da desaceleração.
Um economista próxima à liderança chinesa disse que, em comparação com outros países, mesmo uma taxa de crescimento do PIB de 7% continua ficando entre os melhores do mundo. "Desde que a empregabilidade tenha um empenho satisfatório, com o preço estável e o aumento paralelo da renda, é aceitável a taxa de crescimento econômico, seja um pouco alta ou um pouco baixa," disse ele.
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